Design thinking: veja como simplificar processos e ser eficiente

Em algumas áreas, como a arquitetura, o design e a publicidade, a expressão design thinking já é bastante conhecida, mas há diversos segmentos que não sabem o que isso significa e muito menos compreendem como aplicar esse conceito na prática.

Na realidade, o design thinking pode ser aplicado a muitas áreas profissionais. Ele também pode ser utilizado em processos industriais e para solucionar problemas que ocorrem em comunidades. Nesse post, você entenderá melhor como o design thinking funciona, pode ser adotado para diferentes processos e ser encarado como uma vantagem competitiva para as organizações.

O design thinking

Esse conceito foi cunhado com o objetivo de apresentar o design como uma abordagem estratégica e não apenas um conceito aplicado nos níveis tático e operacional. Mas o que significa utilizar o design como uma abordagem estratégica? Em outras palavras, é aprender a inovar e o design thinking aparece, então, como um recurso utilizado para tal fim.

A ideia, portanto, é que gestores e líderes utilizem das técnicas dos designers para solucionar problemas que ocorrem no dia a dia. Isso é feito de forma colaborativa e coletiva, sendo que vários stakeholders (interessados) são envolvidos no processo de desenvolvimento do produto.

Assim, os processos praticados pelos indivíduos são aliados à experiência cultural e à visão de mundo, fazendo com que todos tenham uma visão mais ampla e completa a respeito da solução do problema.

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O funcionamento desta estratégia em 5 passos

O design thinking é baseado em cinco etapas principais e é dessa forma que o conceito pode ser aplicado. Veja quais são elas.

Identificação de oportunidades para inovar

A inovação é uma constante, mas deve ser aplicada de forma estratégica. Isso significa que é preciso conhecer o negócio e o mercado no qual ele está inserido. Alguns elementos importantes para esse processo são conhecer os pontos fortes da empresa, quais são os pontos fracos da concorrência, as condições macroeconômicas, entre outros.

Para chegar a essas informações, é necessário aplicar algumas ferramentas, como benchmarking, análise SWOT, reuniões multidisciplinares e pesquisas de mercado.

Descoberta da oportunidade de inovação

Esta é a consequência da identificação das oportunidades, mas devem ser utilizadas outras ferramentas. Alguns recursos indicados são as soluções de Big Social Data e as pesquisas qualitativas. O objetivo é descobrir as oportunidades oferecidas pelo mercado.

Desenvolvimento da oportunidade de inovação

Esta é a fase em que o design thinking efetivamente começa a acontecer. O produto ou serviço passa a ser desenvolvido de acordo com as demandas e a percepção de valor dos consumidores. Duas ferramentas ajudam nesse processo. Uma delas é o processo heurístico, que permite ter um diagnóstico amplo da situação. A outra é o processo criativo, que permite gerar as possibilidades de produtos.

Verificação dos protótipos através de testes

Nesse momento é importante testar uma versão preliminar do produto. É a técnica do Minimun Viable Product (MVP), que objetiva lançar uma versão beta para testes, sem gastar muito, a fim de obter informações da concorrência. Assim, é possível verificar se as demandas do consumidor estão sendo atendidas.

Implementação da solução

Tendo resposta positiva no teste dos protótipos, o produto ou serviço deve ser efetivamente lançado. No entanto, é importante reforçar que o processo de desenvolvimento do produto deve continuar por meio da implantação de melhorias com a coparticipação de stakeholders.

A aplicação do design thinking na empresa

Você pode até não acreditar, mas o design thinking ajuda as organizações a superarem suas metas. Surgido a partir da ideia de solucionar problemas, essa abordagem tem um foco nas pessoas, gerando valor para alterar a percepção do cliente. Além disso, o design thinking incentiva o trabalho em equipe, porque as empresas percebem que bons líderes e ações coletivas possibilitam às equipes alcance do seu desempenho máximo.

Essa é, portanto, a ideia de que as propostas são criadas em conjunto a partir dos indivíduos que são impactados, inclusive os clientes. Ou seja, o consumidor participa da concepção do produto, que atenderá às necessidades dele.

Porém, para ser efetivo, o design thinking requer o alinhamento da cultura organizacional, que deve focar na solução do problema e na inovação para atender demandas. Para entender melhor, veja algumas aplicações práticas do design thinking a empresas.

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Setor de vendas

As equipes de vendas podem utilizar a abordagem do design thinking para entenderem de forma mais efetiva o que o cliente busca. Ou seja, por meio do entendimento das necessidades e demandas dos consumidores, a equipe de vendas pode pensar em soluções diferenciadas, tendo estratégias de persuasão voltadas especificamente para o contexto daquele cliente.

Núcleo estratégico

Atualmente, as ações do núcleo estratégico voltam-se para dados históricos, que apresentam padrões já aplicados e que deram certo. O objetivo é continuar a repetir esses padrões no futuro por ser mais seguro. Invertendo essa ideia, o design thinking permite aos gestores pensar em soluções inovadoras, considerando os desejos e as expectativas atuais dos consumidores. Afinal de contas, o contexto da sociedade muda e os anseios mercadológicos também.

Brainstorming

A ideia do brainstorming é que todos colaborem dando ideias e sugestões para um projeto ou solução. No caso do design thinking, são aplicadas diferentes etapas que servem como um brainstorming. Ou seja, a partir das pesquisas com os consumidores, do desenvolvimento do produto ou serviço e do teste dele, pode-se obter diferentes soluções criativas para um problema que esteja ocorrendo.

As empresas que já usaram o design thinking

É fundamental destacar neste conteúdo algumas empresas que já utilizaram o design thinking. Entre elas estão: a Havaianas (na criação de protótipos de novos produtos: bolsas), Bank of America (no estímulo ao cliente para que ele poupe através do banco, o banco conseguiu milhões de clientes com isso), Tesco (na implementação de sistemas bancários dentro de seus supermercados), Itaú Unibanco (na criação uma cultura de inovação para a área de wealth management), entre outras.

Como deu para perceber o design thinking pode ser aplicado em empresas de qualquer porte e/ou setor. No entanto, é importante capacitar os colaboradores e envolvê-los no processo. A capacitação pode ocorrer por meio de treinamento, cursos, workshops, seminários, etc. A ideia é melhorar a cultura organizacional, mostrando aos colaboradores como essa abordagem melhorará o ambiente de trabalho e o processo de produção como um todo.

O objetivo final do design thinking é melhorar os processos da empresa e ampliar sua vantagem competitiva, diferenciando-se dos concorrentes. Se você gostou de compreender melhor o que é o design thinking e quer aprofundar seus conhecimentos no assunto, deixe seu comentário no post.

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