8 dicas de gestão financeira para arquitetos

Gerir as finanças quando se trabalha de forma autônoma nem sempre é uma tarefa fácil. Existem questões que precisam ser controladas, assim como é preciso estar atento ao orçamento, para não extrapolar as receitas.

No artigo de hoje vamos oferecer algumas dicas de gestão financeira para arquitetos e falar sobre os desafios que esses profissionais podem enfrentar. Saiba mais agora mesmo!

Quais desafios esses profissionais autônomos enfrentam para controlar suas finanças?

Se, por um lado, o autônomo fica livre da obrigação de “bater ponto”, ter que lidar com chefes e alcançar metas de produtividade; por outro, ele precisa ter um cuidado maior ao gerenciar suas finanças, para evitar o risco de não conseguir manter seu negócio ou honrar os compromissos e cair no endividamento. Confira, a seguir, uma lista com os principais desafios dos profissionais liberais:

1. Fazer uma precificação adequada

Definir um preço que seja justo tanto para os clientes quanto para os negócios é uma tarefa complicada, mesmo para profissionais mais experientes.

Para fazer a precificação da forma mais adequada, é necessário levantar todos os custos que as atividades geram, além de estabelecer uma margem de lucro satisfatória, pois ela será o rendimento do arquiteto para seus serviços.

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2. Lidar com a renda variável

Esse também é um dos maiores desafios que um profissional liberal enfrenta na sua rotina. Devido ao fato de sofrer com a imprevisibilidade da renda que terá mensalmente, acaba se tornando difícil fazer um planejamento e assumir muitos compromissos de médio e longo prazo.

Nesses casos, o controle dos rendimentos é ainda mais importante, além do planejamento financeiro, que permite avaliar quais contas precisam ser pagas, mesmo em meses futuros. Isso facilita a tomada de decisão na hora de fazer compras parceladas, principalmente.

3. Manter um dinheiro em caixa para preservar o negócio

Mesmo que o profissional não tenha um escritório ou uma empresa formalizada, é necessário possuir um capital de giro para manter os negócios. Isso é importante para visitar prospects e clientes em negociação, além de iniciar novos projetos, por exemplo.

Portanto, deve-se ter o cuidado de separar uma reserva, que será utilizada para cobrir os custos de manter suas atividades normais.

4. Cobrar clientes inadimplentes

O fato de prestar um serviço como profissional liberal pode tornar o processo de cobrança difícil ou fazer com que ele se torne muito informal, diminuindo a credibilidade do arquiteto.

Para cobrar os clientes inadimplentes, é necessário encontrar um tom que, ao mesmo tempo em que transmite profissionalismo e ajuda a reduzir as pendências, faça com que os clientes não desistam de voltar a fazer negócio.

Quais são as dicas de gestão financeira para arquitetos controlarem melhor seu dinheiro?

Apesar das dificuldades que podem ser encontradas, existem meios de controlar o orçamento e garantir a saúde das suas finanças. Confira, logo abaixo, algumas dicas de como isso pode ser feito.

1. Faça um controle financeiro rigoroso

O primeiro passo para alcançar uma gestão financeira eficaz é fazer um controle rigoroso de todas as contas a pagar e a receber. Dessa maneira, é possível estabelecer um equilíbrio que ajudará a garantir o pagamento das contas e uma margem de lucro que satisfatória.

Para que esse controle seja ainda mais assertivo, é fundamental registar todos os custos, mesmos os pequenos, de modo se possa fazer uma precificação adequada. É importante ressaltar essa informação, pois muitas vezes os pequenos gastos são esquecidos ou negligenciados e somam uma grande conta no fim do mês — ou do projeto —, prejudicando os lucros.

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2. Não registre as contas que ainda não foram recebidas

Esse é um dos pontos que mais precisam de atenção na gestão financeira para arquitetos. No momento de elaborar o orçamento, é comum que os profissionais contabilizem os valores a receber dos clientes. Porém, eles só devem ser validados quando, de fato, forem pagos pelos clientes.

Caso contrário, corre-se o risco de fazer compromissos contando com um dinheiro do qual não se tem garantias de recebimento, e isso leva a prejuízos.

3. Crie uma política de cobrança formal

Adote uma política de cobrança dos clientes inadimplentes que seja eficaz na redução das pendências. É possível adotar um texto padrão, formal, mas que não contenha um tom agressivo, que possa afastá-los.

Vale também criar uma política de concessão de crédito que, principalmente, impeça clientes que já estão inadimplentes de obter mais crédito enquanto a pendência não for sanada.

4. Separe o dinheiro dos negócios x dinheiro pessoal

É muito comum que empreendedores acabem utilizando o dinheiro do negócio para arcar com dívidas pessoais. Esse hábito é ainda mais recorrente entre profissionais autônomos, visto que é preciso um cuidado muito grande para que as finanças não se misturem. Nesses casos, vale a pena ter contas separadas no banco, além do controle financeiro do negócio e do orçamento pessoal.

5. Crie uma reserva

Emergências acontecem e, na grande maioria dos casos, não podem ser previstas. Para evitar se descontrolar nessas situações, vale a pena poupar uma quantia mensal e criar uma reserva que será útil nesses momentos. 

6. Planeje sua aposentadoria

Essa é uma das dicas mais importantes a respeito da gestão financeira para arquitetos. O ideal é que a aposentadoria comece a ser planejada com a máxima antecedência possível. Assim, é possível planejar melhor o longo prazo e garantir segurança para o fim da carreira.

7. Procure investir

Divida seus objetivos (profissionais e pessoais) e estime a reserva que será aplicada para alcançá-los. Essa ação é importante, pois é possível obter uma rentabilidade bem maior do que a da poupança por um risco igualmente baixo, investindo em outras aplicações. Além disso, esse é um hábito que estimula ainda mais os hábitos de economia.

8. Tenha a postura de gestor

Quando se é um profissional autônomo, é preciso ter ciência de que será necessário possuir habilidades que vão além do conhecimento técnico. É fundamental saber gerenciar o trabalho da mesma forma que é feito em uma empresa e isso envolve controlar as finanças e saber criar um planejamento de curto, médio e longo prazo, buscando resultados crescentemente aprimorados.

Como vimos, a gestão financeira para arquitetos requer muito planejamento, controle e disciplina. Porém, com os cuidados adequados, é possível gerenciar o dinheiro da mesma forma que seria feito em um escritório e ainda conseguir alcançar os objetivos.

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